Comparação de hinos nacionais
Mali vs Senegal
1
Temas em comum
✓
Mesmo tom
2
2 anos de diferença
✓
Mesmo continente
Mali
Le Mali
Analise comparativa
Mali e Senegal, ambas nações da África, adotam abordagens distintas em seus hinos nacionais. "Le Mali" (Mali) foi escrito em 1962, enquanto "Dedilhem Suas Koras, Toquem os Balafons" (Senegal) data de 1960.
Ambos os hinos compartilham temas de unidade. Mali também explora liberdade, batalha / guerra e esperança, enquanto Senegal aborda ancestrais / herança, identidade, diversidade e paz.
Ambos os hinos têm um tom orgulhoso, criando um registro emocional semelhante apesar da distância geográfica.
Temas em comum
Mali
🤝 Unidade 🕊 Liberdade ⚔ Batalha / Guerra 🌅 Esperança
Senegal
🤝 Unidade 🏺 Ancestrais / Herança 🏛 Identidade 🌈 Diversidade ☮ Paz
Temas em comum:
🤝 Unidade
Metadados
| Mali | Senegal | |
|---|---|---|
| Composto | 1962 | 1960 |
| Adotado | 1962 | 1960 |
| Letrista | Seydou Badian Kouyaté | Léopold Sédar Senghor |
| Compositor | Banzumana Sissoko | Herbert Pepper |
| Idioma | fr | fr |
| Região | West Africa | West Africa |
Letras lado a lado
Mali
Le Mali
Original
À ton appel Mali,
Pour ta prospérité
Fidèle à ton destin
Nous serons tous unis
Un Peuple un But une Foi
Pour une Afrique Unie
Si l'ennemi découvre son front
Au dedans ou au dehors
Debout sur les remparts
Nous sommes résolus de mourir.
[Refrain]
Pour l'Afrique et pour toi Mali
Notre drapeau sera liberté
Pour l'Afrique et pour toi Mali
Notre combat sera unité
Ô Mali d'aujourd'hui
Ô Mali de demain
Les champs fleurissent d'espérance
Les cœurs vibrent de confiance.
Debout villes et campagnes
Debout Femmes, Jeunes et Vieux
Pour la Patrie en marche
Vers l'avenir radieux
Pour notre dignité
Renforçons bien nos rangs
Pour le salut public
Forgeons le bien commun
Ensemble au coude à coude
Faisons le chantier du bonheur.
[Refrain]
La voie est dure, très dure
Qui mène au bonheur commun
Courage et dévouement
Vigilance à tout moment
Vérité des temps anciens
Vérité de tous les jours
Le bonheur par le labeur
Fera le Mali de demain.
[Refrain]
L'Afrique se lève enfin
Saluons ce jour nouveau
Saluons la liberté
Marchons vers l'Unité
Dignité retrouvée
Soutient notre combat
Fidèles à notre serment
De faire l'Afrique Unie
Ensemble, debout mes frères
Tous au rendez-vous de l'honneur.
[Refrain]
Tradução
Ao teu chamado, Mali,
Pela tua prosperidade,
Fiéis ao teu destino,
Todos seremos unidos,
Um povo, um fim, uma fé.
Por uma África unida,
Se o inimigo descobrir a fronte,
Por dentro ou por fora,
De pé sobre as muralhas,
Estamos decididos a morrer.
[Refrão]
Pela África e por ti, Mali,
Nossa bandeira será liberdade.
Pela África e por ti, Mali,
Nosso combate será unidade.
Ó Mali de hoje,
Ó Mali de amanhã,
Os campos florescem de esperança,
Os corações vibram de confiança.
De pé, cidades e campos,
De pé, mulheres, jovens e velhos,
Pela pátria em marcha
Rumo ao porvir radioso.
Pela nossa dignidade
Cerremos bem as fileiras,
Pela salvação pública
Forjemos o bem comum.
Ombro a ombro, juntos,
Abramos a senda da ventura.
[Refrão]
Árduo, muito árduo é o caminho
Que conduz à ventura comum.
Coragem e devoção,
Vigilância a todo instante,
Verdade dos tempos antigos,
Verdade de todos os dias,
A ventura pelo trabalho
Fará o Mali de amanhã.
[Refrão]
A África enfim se ergue.
Saudemos este dia novo,
Saudemos a liberdade,
Marchemos rumo à unidade.
A dignidade reencontrada
Sustenta o nosso combate,
Fiéis ao nosso juramento
De fazer a África unida.
De pé juntos, meus irmãos,
Todos ao encontro da honra.
[Refrão]
Senegal
Pincez Tous vos Koras, Frappez les Balafons
Original
Pincez tous vos koras, frappez les balafons.
Le lion rouge a rugi.
Le dompteur de la brousse
D'un bond s'est élancé,
Dissipant les ténèbres.
Soleil sur nos terreurs, soleil sur notre espoir.
Debout, frères, voici l'Afrique rassemblée.
[Refrain]
Fibres de mon cœur vert,
Épaule contre épaule, mes plus que frères,
Ô Sénégalais, debout!
Unissons la mer et les sources,
Unissons la steppe et la forêt!
Salut Afrique mère.
Sénégal, toi le fils de l'écume du lion,
Toi surgi de la nuit au galop des chevaux,
Rends-nous, oh! rends-nous l'honneur de nos ancêtres,
Splendides comme ébène et forts comme le muscle,
Nous disons droits, l'épée n'a pas une bavure.
[Refrain]
Sénégal, nous faisons nôtre ton grand dessein:
Rassembler les poussins à l'abri des milans
Pour en faire, de l'est à l'ouest, du nord au sud,
Dressé, un même peuple, un peuple sans couture
Mais un peuple tourné vers tous les vents du monde.
[Refrain]
Sénégal, comme toi, comme tous nos héros,
Nous serons durs sans haine et des deux bras ouverts.
L'épée, nous la mettrons dans la paix du fourreau,
Car le travail sera notre arme et la parole.
Le Bantou est un frère, et l'Arabe et le Blanc.
[Refrain]
Mais que si l'ennemi incendie nos frontières
Nous soyons tous dressés et les armes au poing:
Un peuple dans sa foi défiant tous les malheurs,
Les jeunes et les vieux, les hommes et les femmes.
La mort, oui! Nous disons la mort mais pas la honte.
[Refrain]
Tradução
Dedilhem todas as vossas koras, toquem os balafons.
O leão vermelho rugiu.
O domador da savana
De um salto se lançou,
Dissipando as trevas.
Sol sobre os nossos temores, sol sobre a nossa esperança.
De pé, irmãos, eis a África reunida.
[Refrão]
Fibras do meu coração verde,
Ombro contra ombro, meus mais que irmãos,
Ó senegaleses, de pé!
Unamos o mar e as nascentes,
Unamos a estepe e a floresta!
Salve, África mãe.
Senegal, tu, filho da espuma do leão,
Surgido da noite a galope dos cavalos,
Devolve-nos, oh! devolve-nos a honra dos nossos antepassados,
Esplêndidos como o ébano e fortes como o músculo,
Dizemos, de pé: a espada não tem mossa.
[Refrão]
Senegal, fazemos nosso o teu grande desígnio:
Reunir os pintos ao abrigo dos milhafres
Para deles fazer, de leste a oeste, de norte a sul,
Erguido, um só povo, um povo sem costura
Mas um povo voltado para todos os ventos do mundo.
[Refrão]
Senegal, como tu, como todos os nossos heróis,
Seremos duros sem ódio e de braços abertos.
A espada, guardá-la-emos na paz da bainha,
Pois o trabalho será a nossa arma e a palavra.
O bantu é um irmão, e o árabe e o branco.
[Refrão]
Mas se o inimigo incendiar as nossas fronteiras
Que nos ergamos todos e de armas em punho:
Um povo na sua fé desafiando todas as desgraças,
Os jovens e os velhos, os homens e as mulheres.
A morte, sim! Dizemos a morte mas não a vergonha.
[Refrão]
Curiosidades
Mali
- 1. O hino tornou-se oficial pela lei n° 62-72 de 9 de agosto de 1962; a lei fixa tanto o título, Le Mali, como o texto: quatro estrofes com refrão.
- 2. Seydou Badian Kouyaté, autor da letra, doutorou-se em medicina em Montpellier e publicou o romance Sous l'orage em 1957; ministro de Modibo Keïta, primeiro responsável pela economia rural, foi preso depois do golpe de 1968 e, libertado em 1975, partiu para o exílio.
- 3. Banzumana Sissoko, cego de nascença, nasceu por volta de 1890 na região de Ségou, aprendeu sozinho a tocar ngoni e os seus compatriotas chamavam-lhe le Vieux Lion, o Velho Leão.
- 4. O movimento dos Pioneiros do Mali traduziu a letra para bambara com o título Afiriki ye ani e ye, Mali; a tradução é atribuída a Abdulay Bari.
Senegal
- 1. Léopold Sédar Senghor, autor da letra, foi eleito para a Academia Francesa em 1983, o primeiro africano a ocupar uma cadeira nela
- 2. O hino menciona diretamente instrumentos tradicionais: a kora (uma harpa de 21 cordas) e o balafon (um xilofone de madeira), ambos centrais na cultura griô da África Ocidental
- 3. O “leão vermelho” do hino é o símbolo nacional do Senegal, e a seleção de futebol do país é conhecida como os Leões da Teranga
Ouvir
Mali
Senegal